O PAPEL DO GESTOR DA METROLOGIA

novembro 25th, 2009

Ainda hoje muitas empresas, ao serem questionadas sobre sua metrologia, remetem-se automaticamente ao processo de calibração de instrumentos.

Com a “onda da qualidade” nas décadas de 80 e 90, normas como a ISO 9000 trouxeram a obrigação de uma estrutura mínima de gestão dos meios de medição, porém, ao longo tempo, foi-se reduzindo ao processo de rastreabilidade e seu atendimento aos critérios de aceitação.

Uma metrologia estruturada de forma atender plenamente a atividade industrial deve ser entendida como muito mais do que isso. Em importância e valor  podemos dizer que a calibração de instrumentos está para metrologia assim como a manutenção está para o processo de produção.

Desta forma, considerando o mesmo questionamento “como vai sua metrologia?” deve-se esperar uma outra reflexão: Qual a qualidade das medições realizadas? Qual a sua confiabilidade? Boas decisões podem ser tomadas com seu resultado? A quantidade de medições é suficiente? Ou é demasiada e traz custo desnecessário? Como é garantido, a qualquer momento, que uma determinada medição é confiável? Como está estruturada a cadeia de responsabilidades sobre as medições? Existe validação? Qual é a capacidade estatística dos processos de medição? Está sob controle?

Muitas perguntas podem ser desdobradas desta única reflexão. Se organizadas em assuntos, uma possibilidade seria:

a) Posicionamento da Metrologia – como  agrega valor;

b) Aquisição de sistemas de medição;

c) Ambientes de Medição;

d) Validação dos processos de Medição ou Garantia da Qualidade das Medições;

e) Sistema da Qualidade conforme ISO 17025;

f) Custos da Metrologia;

g) Inovações em Metrologia ou através da Metrologia.

Todos estes são assuntos que devem ocupar um Gestor dos processos de medição de uma empresa ou simplesmente o Gestor da METROLOGIA.