A Regra de Ouro da Metrologia
agosto 11th, 2009No ano de 1968 o professor Georg Berndt, da Universidade de Dresden, publicou o primeiro artigo considerando a relação existente entre a incerteza de medição “U” e a tolerância de fabricação “T”, dando origem à conhecida “Regra de Ouro da Metrologia”. Naquele momento o entendimento da incerteza de medição era bem diferente do conhecido hoje em dia, formalizado através do “Guia para Expressão da Incerteza de Medição - GUM”. Mesmo assim, a importância de estabelecer um limite permissível para os erros de medição já era bem entendida na época.
Esse limite estabelece que a incerteza de medição expandida “U” não poderá ser maior que um décimo do intervalo de tolerância “T” do processo que se está querendo controlar.

Por exemplo, se você estiver controlando uma tubulação de gás, cuja pressão interna não pode ser inferior a 50 bar, nem exceder 60 bar, o manômetro que você deverá utilizar para o monitoramento deverá ter uma incerteza de medição expandida (incluindo todas as fontes de incerteza, como resolução, histerese, calibração, etc.) de no máximo 1 bar.
Hoje em dia, o conceito básico da Regra de Ouro está mais atual do que nunca. É a base para as tomadas de decisão em diversos processos metrológicos, desde a compra do instrumento mais adequado para uma determinada tarefa de medição, até os contratos de compra-venda de peças na indústria automotiva.

Você que é metrologista, com certeza sabe quais são as consequências dos erros de medição na classificação de produtos conformes e não conformes. Mesmo assim, será que todas suas medições estão atendendo à Regra de Ouro?
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Autor:
Daniel Hamburg Piekar - dhp@certi.org.br |

