Análise de Certificados de Calibração

julho 22nd, 2010

No controle de variáveis críticas de processos é fundamental garantir a confiabilidade dos resultados por meio da rastreabilidade metrológica. Logo, não basta apenas calibrar os instrumentos de medição e padrões, mas também é necessário realizar uma análise crítica dos certificados de calibração ao recebê-los.

Existem normalmente duas etapas para análise de um certificado de calibração, primeiramente deve ser analisado:

Na primeira etapa, é importante analisar os seguintes itens:

» Se os dados apresentados estão compatíveis com o serviço proposto pelo fornecedor, como número de pontos de calibração e o procedimento utilizado;

» Há uma clara identificação do item calibrado, contemplando inclusive as suas características técnicas como, por exemplo, os dados do indicador e do sensor do instrumento de medição;

» Os resultados apresentados (erro, correção, tendência, incerteza de medição, etc.) são coerentes com o instrumento ou padrão calibrado;

» O padrão de referência utilizado é compatível com o instrumento de medição ou padrão calibrado;

Na segunda etapa, devemos analisar o que fazer com os resultados obtidos na calibração do instrumento de medição:

» Se os resultados apresentados evidenciam o atendimento aos critérios de aceitação estabelecidos em normas técnicas, manuais, especificações internas da empresa ou documentos normativos correlatos;

» Caso o instrumento não atenda ao critério de aceitação, verificar se pode ser utilizado em outro local do processo com tolerância mais abrangente;

As duas etapas citadas não evidenciam a análise completa do certificado, pois existem outros requisitos a serem avaliados, mas demonstra alguns dos mais relevantes a serem considerados.

Autor:
Reginaldo Origuella Filho - ro@certi.org.br
Gerente Técnico - Laboratório de Temperatura e Umidade

Capacitação Profissional e Coragem – Segredos Para a Inovação

junho 17th, 2010

Novas tecnologias surgem a cada momento na área da metrologia industrial com promessas de redução dos tempos de inspeção e menor incerteza de medição. No entanto, a adoção de novas tecnologias exige coragem e capacitação constante do profissional de metrologia.

Como exemplo de equipamento inovador e de alta tecnologia podemos destacar o sistema de medição GPS Indoor (iGPS), que tem aplicação principal na medição, posicionamento e alinhamento de grandes peças e estruturas das indústrias aeronáutica, naval e automotiva. Como no GPS real, o sistema trabalha com satélites (transmissores) e receptores (detectores). Os transmissores são posicionados ao redor do objeto a medir e emitem constantemente sinais de luz infravermelha. Esses sinais são recebidos e interpretados pelo detector possibilitando a determinação da posição do mesmo no espaço. A ordem de grandeza da incerteza de medição encontra-se na faixa de alguns décimos e milímetro.

A Fundação CERTI, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, recentemente adquiriu um sistema iGPS através de um projeto financiado pela Petrobras. Os objetivos são o desenvolvimento de projetos de pesquisa e a prestação de serviços tecnológicos inovadores para a indústria. A aplicação dessa nova tecnologia representa uma grande mudança em relação à medição por coordenadas convencional e tem exigido um esforço significativo de capacitação dos profissionais envolvidos. No entanto, desafios como esses são bastante comuns para uma instituição que tem “Inovação e Coragem” em seu rol de crenças e valores.

Como a sua empresa está se preparando para aproveitar os benefícios das novas tecnologias de medição que são desenvolvidas a cada dia?

Sistema iSpace (Fonte: Nikon Metrology)

Autor:

Diogo de Carvalho Padilha - dcp@certi.org.br
Centro de Metrologia e Instrumentação / CERTI

Quanto vale a Metrologia?

maio 20th, 2010

Quem compra e quem vende serviços metrológicos eventualmente se depara com as dificuldades na negociação quanto ao preço justo pelo serviço de qualidade. Neste cenário, percebe-se que a metrologia não possui só um argumento possível para venda ou compra.

Será que o micrometro a menos na incerteza é o único valor no serviço metrológico? Para ser competitivo um laboratório industrial ou comercial deve se posicionar estrategicamente indo além da eficiência operacional.  A oferta e procura de vantagens extras como assessoria técnica, descontos em novos equipamentos ou programas de manutenção, são alguns exemplos onde se consegue agregar valor ao serviço metrológico.

Para laboratórios comerciais ou industriais, a análise de SWOT pode direcionar a construção dos argumentos de venda, uma vez que enquanto avalia forças e fraquezas, proporciona à empresa se ver frente às oportunidades e ameaças do mercado.

Nos dois casos, seja lidando com clientes externos como nos laboratórios comerciais ou com clientes internos nos laboratórios industriais o conhecimento dos 4P’s (Preço, Praça, Promoção e Produto) complementa a estratégia. Nos laboratórios industriais o preço pode ser o custo do serviço para o departamento e atividade, a Praça ou localização pode dizer respeito a melhor estrutura e área física, a Promoção pode incluir estratégias de comunicação com os setores que dependem dos serviços informando disponibilidade, tempo de execução estimado,etc; o Produto por fim pode justificar escopo de serviços e aumento ou melhoria do corpo técnico.

Seja qual for o cenário a negociação metrológica deve envolver o cliente na configuração do serviço formando entendimento que fornece significado ao valor gasto ou ganho no processo.

Autor:
Arthur Freitag - arf@certi.org.br
Centro de Metrologia e Instrumentação / CERTI

O PAPEL DO GESTOR DA METROLOGIA

novembro 25th, 2009

Ainda hoje muitas empresas, ao serem questionadas sobre sua metrologia, remetem-se automaticamente ao processo de calibração de instrumentos.

Com a “onda da qualidade” nas décadas de 80 e 90, normas como a ISO 9000 trouxeram a obrigação de uma estrutura mínima de gestão dos meios de medição, porém, ao longo tempo, foi-se reduzindo ao processo de rastreabilidade e seu atendimento aos critérios de aceitação.

Uma metrologia estruturada de forma atender plenamente a atividade industrial deve ser entendida como muito mais do que isso. Em importância e valor  podemos dizer que a calibração de instrumentos está para metrologia assim como a manutenção está para o processo de produção.

Desta forma, considerando o mesmo questionamento “como vai sua metrologia?” deve-se esperar uma outra reflexão: Qual a qualidade das medições realizadas? Qual a sua confiabilidade? Boas decisões podem ser tomadas com seu resultado? A quantidade de medições é suficiente? Ou é demasiada e traz custo desnecessário? Como é garantido, a qualquer momento, que uma determinada medição é confiável? Como está estruturada a cadeia de responsabilidades sobre as medições? Existe validação? Qual é a capacidade estatística dos processos de medição? Está sob controle?

Muitas perguntas podem ser desdobradas desta única reflexão. Se organizadas em assuntos, uma possibilidade seria:

a) Posicionamento da Metrologia – como  agrega valor;

b) Aquisição de sistemas de medição;

c) Ambientes de Medição;

d) Validação dos processos de Medição ou Garantia da Qualidade das Medições;

e) Sistema da Qualidade conforme ISO 17025;

f) Custos da Metrologia;

g) Inovações em Metrologia ou através da Metrologia.

Todos estes são assuntos que devem ocupar um Gestor dos processos de medição de uma empresa ou simplesmente o Gestor da METROLOGIA.

Preço ou valor do serviço Metrológico?

outubro 22nd, 2009

O dia a dia de seu laboratório continua sendo uma batalha pela redução de custos sem perder a qualidade conquistada? Talvez seja a hora de repensar o seu marketing!

Isso mesmo. Já há algum tempo a variável “preço” deixou de ser um conceito de finanças (preço = custo + lucro) e entra em um conjunto estruturado de estratégias de marketing (lucro = preço de mercado – custos).

Por sua vez, o preço de mercado é função direta dos diferencias que seu laboratório mantém, comparando-os com a concorrência. E é claro, uma boa estratégia será sempre saber exatamente o que seu cliente deseja, atualizando suas percepções periodicamente, somando VALOR ao seu serviço. Isso fará sua demanda menos elástica, ou seja, menos suscetível às variações de preços.

Atendimento personalizado, certificados e relatórios de fácil compreensão - e acessíveis via web, milk-run, prazos adequados à dinâmica do cliente e, é claro, confiabilidade metrológica reconhecida e assessoria para o uso dos dados disponibilizados são alguns itens que somam valor ao seu negócio!

O cliente entende o valor conforme apresentado na equação abaixo:

Manter sua marca com imagem perfeita frente aos seus clientes e fazê-lo entender os benefícios reais e estratégicos de seus serviços aumentará a capacidade do mesmo de percepção de valor. Agora sim! É só colocar na equação e determinar o seu preço!

E isso também vale para os laboratórios internos às indústrias quando tratados como unidades de negócio. A determinação do valor é a justificativa de internalizar ou terceirizar os serviços metrológicos.

E como exercício para casa, sugiro listar os benefícios que o seu serviço traz para o cliente!

Seu programa de auditorias Laboratoriais é eficiente?

outubro 2nd, 2009

A acreditação do seu laboratório é uma necessidade e foi definida como prioridade pela sua empresa? Então agora o desafio é implementar um Sistema de Gestão Laboratorial segundo a ABNT NBR ISO/IEC 17025. Para isso devemos considerar que, minimamente, a equipe deve ser capacitada nos seguintes temas: Implantação da ABNT NBR ISO/IEC 17025, Confiabilidade Metrológica, Incerteza de Medição e Formação de Auditores Laboratoriais. Tendo como base a competência técnica e experiência laboratorial da equipe, somada aos novos conhecimentos adquiridos com as capacitações, a equipe tem o desafio de dedicar-se intensamente no desenvolvimento de um sistema adequado à sua realidade e que se mostre eficaz, ou seja, e mesmo que muitos “especialistas” na Internet insistam, não há uma fórmula pronta!

E nesse momento surgem as dúvidas: Depois de toda essa dedicação, estamos realmente prontos para avaliar nosso Sistema de Gestão? A Auditoria Interna que realizamos foi realmente imparcial e efetiva? Ajudou-nos a identificar as não conformidades antecipadamente ao organismo que virá nos avaliar? Será que vamos conquistar a acreditação??

Ter uma equipe auditora formada que considere e aplique conceitos do uso da auditoria como mecanismo efetivo de melhoria contínua técnica e de gestão de seu laboratório e não como um simples requisito de sistema. Para isso convém-se perguntar:

» A quantidade de não conformidades identificadas nas auditorias internas são significativamente (3 vezes ou mais) superiores àquelas identificadas pelos organismos externos?
» Conseguimos enxergar nossos problemas e oportunidades de melhoria?
» São avaliados os impactos nos custos?
» E os impactos na confiabilidade e imagem do laboratório?
» Conseguimos aplicar os conceitos de auditoria laboratorial com postura pró-ativa e preventiva?

Se a resposta foi “SIM” à todas as perguntas, Parabéns! Seu programa é realmente eficiente.

Autor:
Simone Monte-Mór Mussolin - som@certi.org.br
Coordenadora de Projetos do CMI/CERTI

Sensores de Temperatura: Onde e Quais utilizar?

setembro 9th, 2009

Temperatura é sem dúvida uma das variáveis mais importantes nos processos industriais, pois uma variação dessa grandeza no processo afeta diretamente o seu comportamento, provocando por exemplo, um ritmo maior ou menor na produção, uma mudança na qualidade do produto, um maior ou menor consumo de energia e, por conseguinte, um maior ou menor custo de produção.

Hoje em dia, são dois tipos de sensores de temperatura mais utilizados para controle de processos: o termopar e o termômetro de resistência, e a definição por um ou outro dependerá diretamente do contexto no qual serão aplicados.

O termômetro de resistência normalmente é utilizado em processos onde se necessita uma grande estabilidade e incerteza baixa nas leituras. Um exemplo de aplicação pode ser na indústria farmacêutica que, para desenvolver o vírus que dará o princípio ativo de uma vacina, precisa manter a água aquecida em uma temperatura de (36,5 ± 0,5)°C. O controle precisa ser rigoroso, pois, se a temperatura for superior a essa faixa, as células morrem e, se for inferior, as células não se desenvolvem.

Já os termopares, normalmente são aplicados em processos que possuam uma tolerância menos rigorosa e faixas de temperaturas mais elevadas. Como por exemplo, em um processo de fusão do cobre, em torno de (1084 ± 10)°C, o controle também deve ser rígido, pois abaixo de 1074°C o material pode não finalizar o processo de fusão.

Desta forma, a especificação correta do tipo de sensor a ser utilizado no controle de temperatura dependerá da análise de diversas variáveis, tais como: o tipo de processo a ser medido, o intervalo de tolerância desse processo, a atmosfera (ambiente agressivo), a distância do sensor de temperatura ao painel de comando, dentre outras.

Em função deste assunto, fica uma questão: Seu sistema de medição de temperatura está adequado ao seu uso?

Autor:
Reginaldo Origuella Filho - ro@certi.org.br
Gerente Técnico - Laboratório de Temperatura e Umidade

Medição por Coordenadas e GD&T: Falhas na determinação de referências com MMCs!

agosto 25th, 2009

Referências são fundamentais em um desenho mecânico, para a comunicação de intenções de projeto e harmonização com estratégias de fabricação, montagem e medição. Desenhos sem referências são ambíguos por natureza, levando a falhas de qualidade e desperdícios de tempos e recursos.

As referências são importantes porque estabelecem as origens e orientações iniciais do produto num processo de inspeção. Erros de medição podem ocorrer tanto para os elementos tolerados como os de referência.

Para a especificação de batimento ao lado, analisamos duas estratégias distintas de determinação do sistema de referências em uma de máquina de medir por coordenadas. Considerando que nenhum processo de fabricação é perfeito, atribuímos ao processo o potencial de gerar peças com desvios de perpendicularidade.

Estratégia 1:
(típica na indústria)
Estratégia 2:

» Nivelamento e origem por “Plano” na face B » Nivelamento e origem por “Plano” na face B
» Demais origens por “Cilindro” no pino A » Demais origens por “Cilindro perpendicular à face B” no pino A

Na figura abaixo, os pontos em vermelho e azul representam as origens obtidas pelas estratégias 1 e 2, respectivamente. Nota-se uma diferença na localização das origens por ambas as estratégias. A origem obtida pela estratégia 1 não está correta, por não seguir as regras GD&T estabelecidas pelas normalizações ISO e ASME. O oposto vale para a estratégia 2, estando, portanto, correta.

Existem várias outras situações que também podem levar a falhas na determinação do sistema de referências. Para configurar estratégias de medição confiáveis, é fundamental um pleno entendimento das especificações geométricas e conhecimento dos recursos metrológicos disponíveis. Os programas de capacitação Euclides e GD&T da Fundação CERTI propiciam o conhecimento necessário para atingir competência nestas áreas.

A propósito, como proceder se o recurso de processamento mencionado não estiver disponível em seu software da máquina de medir?

Autor:

Ademir Linhares de Oliveira - alo@certi.org.br
Especialista em GD&T e Medição por Coordenadas
Centro de Metrologia e Instrumentação / CERTI

A Regra de Ouro da Metrologia

agosto 11th, 2009

No ano de 1968 o professor Georg Berndt, da Universidade de Dresden, publicou o primeiro artigo considerando a relação existente entre a incerteza de medição “U” e a tolerância de fabricação “T”, dando origem à conhecida “Regra de Ouro da Metrologia”. Naquele momento o entendimento da incerteza de medição era bem diferente do conhecido hoje em dia, formalizado através do “Guia para Expressão da Incerteza de Medição - GUM”. Mesmo assim, a importância de estabelecer um limite permissível para os erros de medição já era bem entendida na época.

Esse limite estabelece que a incerteza de medição expandida “U” não poderá ser maior que um décimo do intervalo de tolerância “T” do processo que se está querendo controlar.

Por exemplo, se você estiver controlando uma tubulação de gás, cuja pressão interna não pode ser inferior a 50 bar, nem exceder 60 bar, o manômetro que você deverá utilizar para o monitoramento deverá ter uma incerteza de medição expandida (incluindo todas as fontes de incerteza, como resolução, histerese, calibração, etc.) de no máximo 1 bar.

Hoje em dia, o conceito básico da Regra de Ouro está mais atual do que nunca. É a base para as tomadas de decisão em diversos processos metrológicos, desde a compra do instrumento mais adequado para uma determinada tarefa de medição, até os contratos de compra-venda de peças na indústria automotiva.

Você que é metrologista, com certeza sabe quais são as consequências dos erros de medição na classificação de produtos conformes e não conformes. Mesmo assim, será que todas suas medições estão atendendo à Regra de Ouro?

Autor:

Daniel Hamburg Piekar - dhp@certi.org.br
Engenheiro Pesquisador - Instrutor do Programa de Formação em Metrologia - CMI/CERT

Certificação ISO 9001 X Acreditação ISO/IEC 17025

julho 31st, 2009

Especialistas afirmam que o tempo médio para obtenção da certificação ISO 9001 varia de 8 a 12 meses. Já estudos elaborados pelo próprio Inmetro apontam que o tempo médio para obtenção da acreditação segundo a ISO/IEC 17025 gira em torno de 30 meses.

Mas, se o propósito inicial das duas normas é o mesmo (a implementação de um sistema de gestão) porque a obtenção da acreditação segundo a ISO/IEC 17025 é tão complexa assim?

Para responder à esta pergunta, basta lermos a norma ISO/IEC 17025 para descobrirmos que os laboratórios que atendam aos requisitos desta norma também operarão um sistema de gestão da qualidade que atende aos princípios da ISO 9001.

Mas, o que a ISO/IEC 17025 tem de especial?

A palavra chave é a Competência Técnica. A norma ISO/IEC 17025 vai além da execução de uma tarefa de acordo com um procedimento escrito, sendo necessária a comprovação da competência técnica do executante desta tarefa, além do fato de que o procedimento escrito deve, sempre que possível, ser baseado em normas nacionais e/ou internacionais.

Por este motivo, não é coerente um laboratório de calibração e/ou ensaio buscar uma certificação ISO 9001 para suas atividades, pois esta certificação apenas atestará que o laboratório executa tarefas/ensaios/calibrações de acordo com um procedimento documentado e que atende aos requisitos da norma em questão. Nestas condições, o principal “produto” do laboratório acaba não sendo avaliado, que é o resultado produzido.

E a última pergunta: Mas se todas as pessoas do laboratório possuem formação adequada, realizaram treinamento para todas as tarefas que executam, e os procedimentos são baseados em normas nacionais/internacionais, ainda assim é necessária a acreditação segundo a ISO/IEC 17025 para ter a comprovação de que são competentes?

Esta fica como reflexão!

Autor:
Cristiano Vicente, Fís. - cv@certi.org.br
Assessor - Instrutor do Curso de Implantação da ISO/IEC 17025